Atletismo desbanca natação e vira carro-chefe do Brasil na Paraolimpíada

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Faltando ainda três dias para o encerramento da Paraolimpíada, o atletismo brasileiro já atingiu seu maior número de pódios da história, superando as 21 medalhas de 84, em Nova York. A marca chega para desbancar a natação, que imperava como a maior medalhista, e torna a modalidade como o carro-chefe do país nos Jogos.

O projeto foi iniciado antes de Londres-2012. Por intermédio de incentivos privados e do governo de São Paulo, que criou bolsas com vencimentos de até cinco dígitos, foi elaborado um plano a longo prazo. Nestes moldes, o Comitê Paraolímpico Brasileiro e o clube BM&F, situado em São Caetano (SP), fecharam uma parceria onde concentraram a maioria dos atletas que disputam a Rio-2016 no centro de treinamento junto com metade dos olímpicos que estiveram nos Jogos.

“Temos uma carteira de programas no CPB. Temos o programa de alto rendimento, e dentro disso aí vamos ter a seleção principal e a de jovens. Na seleção principal, temos nossos medalhões: Terezinha Guilhermina, Lucas Prado, Felipe Gomes, Yohansson Nascimento... E temos a nossa seleção de jovens. Alguns destes jovens, por exemplo, que estão fazendo resultado aqui hoje, são um projeto a longo prazo que já estão vingando. Casos do Daniel Tavares (ouro nos 100m), Verônica Hipólito (prata nos 100m e bronze nos 400m)...”, explica o coordenador técnico de atletismo do CPB, Ciro Winckler.

Ano passado, o comitê brasileiro investiu na contratação do multicampeão e lenda do atletismo Michael Johnson. O americano trouxe sua equipe para dar suporte e acompanhou de perto os atletas visando a Rio-2016.

“Este era um outro programa onde identificamos os atletas de pista que tinham possibilidade de medalha e contratamos a equipe do Michael Johnson para dar consultoria aos treinadores e aos nossos atletas (Daniel Tavares e Verônica, por exemplo, estavam na consultoria). Se for colocar por preço/medalha, já está se pagando”, disse Ciro.

No centro de treinamento, os atletas têm a sua disposição fisiologistas, fisioterapeutas, médicos, preparadores físicos, massagistas e todo o suporte necessário para a evolução de desempenho.

“Dentro destes programas, temos nossas avaliações de controle. Temos controle médico, nutricional e de saúde em todas as variáveis para que a gente consiga levar estes atletas ao máximo de sua performance”, explicou o dirigente.

Com o suporte ofertado aos atletas paraolímpicos de alta performance hoje em dia, todos eles vivem apenas do esporte.

Fonte: www.uol.com.br